A
droga é minha pastora, sempre terei necessidade.
Ela
me faz deitar nas sarjetas;
Guia-me
ao lado da águas sujas;
Destrói
a minha vida.
Conduz-me
pelas veredas da maldade por amor do esforço.
Sim,
andarei pelo vale da pobreza e temerei todo o mal,
Porque
a droga está comigo.
Tua
agulha e cápsula tentam consolar-me;
esvazias
a minha mesa de alimento na presença de minha família;
Roubas
a minha capacidade de racionar.
Meu
cálice de tristeza transborda.
Certamente
o vício me acompanhará todo os dias de minha vida.
E
habitarei na casa dos marginalizados para sempre.
Verdadeiramente
este é o meu salmo. Sou uma jovem, de vinte anos de idade, e,
durante o ano e meio passado, venho perambulando pela rua do pesadelo
dos viciados em entorpecentes. Quero abandonar a droga e tento, mas
não posso. A cadeia não me cura. Nem a hospitalização me ajuda
por muito tempo. O médico disse à minha família que teria sido
melhor, e na verdade, mais generoso, se a pessoa que meu deu a droga,
pela primeira vez, tivesse pego uma arma de fogo e estourado meus
miolos, e provera Deus que ela tivesse feito isso. Meu Deus, quanto
desejo isso!
“Se,
pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” - João
8:36

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